"Quando Deus quer uma obra, os obstáculos são meios" (Pe. Júlio Chevalier, mSC)







quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Associações laicais ligadas às Congregações Religiosas discutem Identidade, vocação e missão dos leigos

Aconteceu, entre os dias 5 e 7, o 2º Encontro de Representantes das Associações Laicais nascidas a partir dos Carismas das Congregações Religiosas. O evento, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) através do Setor Leigos, em parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) foi realizado no município de Mairiporã (SP), e contou com a participação de 84 pessoas de 47 associações – congregações.

Para o bispo referencial do Setor Leigos da CNBB, dom Antônio Celso de Queirós, o evento é um esforço para valorizar a opção de vida leiga na Igreja. “As associações laicais são opções de vida que merecem ser ouvidas e ter um espaço para o diálogo e conhecimento mútuo. O encontro foi justamente esse espaço para elas se conhecerem e se fortalecerem juntas”, destacou o bispo.

O objetivo do encontro foi dar aprofundamento à identidade, vocação e missão dos leigos, a partir do documento 62 da CNBB (Missão e Ministérios dos Cristãos Leigos e Leigas), bem como buscar caminhos para viver o carisma particular de cada organização e colocá-los a serviço da missão confiada pela Igreja na perspectiva de um trabalho em rede. O encontro visa também articular as associações.

“O Encontro revelou mais uma vez a riqueza que são essas associações para os que delas participam e para a vida da Igreja”, comentou o assessor do Setor Leigos da CNBB, Geraldo Aguiar. Ainda de acordo com ele, “a vivência dos diferentes carismas leva leigos e religiosos a assumirem diferentes serviços que contribuem para vida do nosso povo, na perspectiva da construção do Reino de Deus. Foi um momento de graça para todos os participantes”, completou.
O leigo da Associação Brasileira de Educadores Lassalistas, Fernando Silva, participou do evento e disse que o encontro abriu duas oportunidades: “as discussões sobre o documento 62 da CNBB, que mostra a importância e competências para o leigo tanto nas associações como nas paróquias, e a oportunidade de integração entre as associações”, sublinhou. Fernando enfatizou ainda que a realização continuada do encontro vai fazer surgir novas associações. “Este segundo encontro reuniu várias associações e, despertou em várias Congregações religiosas que não têm associações laicais, o interesse em criar esse espaço. Creio que iremos ter brevemente novas associações surgidas desses encontros”, apostou.

O evento foi assessorado pelo padre Geraldo Furtado, da Congregação Rogacionista, e Laudelino Azevedo, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB).

Estiveram no encontro a representante da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) Maria das Graças Apolinário, e o bispo referencial dos leigos, dom Antônio Celso de Queirós.

De acordo com Geraldo Aguiar, durante o encontro foram feitos alguns encaminhamentos: criar e consolidar uma rede entre as associações, através de listas de e-mail e criar um blog. Além disso, em 2011 serão realizados encontros nas macro-regiões do país, para que mais associações de leigos possam participar.

Em 2012, essas associações irão participar ainda, do 4º Encontro Nacional de Movimentos, Associações Laicais e Serviços Eclesiais. Aguiar destacou que o encontro é realizado pelo Setor Leigos em parceria com o CNLB.
Fonte: CNBB

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Estreia hino da Jornada Mundial da Juventude 2011

O hino e a trilha sonora da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri 2011 estreou ontem, véspera da festa de Nossa Senhora da Almudena, padroeira de Madri.

Com o título "Firmes na fé", o hino foi interpretado pela Joven Orquesta de la Comunidad de Madrid (JORCAM) e pelo coral da Escolanía de El Escorial. Ambos os grupos gravaram o hino que será distribuído a partir do dia 19 de novembro.

"Firmes na fé" acompanhará os jovens na preparação e na realização da JMJ de Madri. Está inspirado no texto de São Paulo - "Enraizados e edificados n'Ele... firmes na fé" (Col 2,7) - escolhido por Bento XVI como tema da JMJ Madri 2011.

O autor da letra é o bispo auxiliar de Madri, César Franco, coordenador geral da JMJ.

Para Dom Franco, "as estrofes realçam a humanidade santíssima de Cristo, ao estilo da tradição mística espanhola, e pretendem aproximá-la dos jovens".

Enrique Vázquez, sacerdote vitoriano e compositor de música religiosa, compôs a melodia. O sacerdote recordou o processo de composição do hino, do qual destaca: "O primeiro desafio por pensar em uma melodia que ajudasse a entender o texto, cantá-lo e rezá-lo".

Da letra, afirmou: "As estrofes começam com um caráter mais lírico, que reflete o assombro, a admiração e o agradecimento diante da Pessoa e da obra do nosso Redentor".

A obra foi gravada em três versões: uma litúrgica, outra instrumental para grandes corais e, finalmente, uma versão popular, com acompanhamento de violão. As três versões estão disponíveis gratuitamente no site oficial da JMJ, no qual também podem ser baixadas, incluindo as partituras.

Quem preferir em formato de CD, pode adquiri-lo na editora San Pablo, que patrocinou a gravação do hino e a produção dos discos compactos.

Um clipe do hino, em versão multilíngue, será distribuído em breve.
Para baixar o hino (música, letra e partitura):http://www.madrid11.com/es/oficina-de-prensa/descargas/346-himno-2011.

Lojas nas quais se vendem os CDs:http://libreria.sanpablo.es/redlibrerias.php.
Fonte: zenit.org/portuguese

DOM EUGENIO SALES É HOMENAGEADO PELO SENADO

O arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal dom Eugênio de Araújo Sales, recebeu nesta terça-feira, 9, uma homenagem no Senado Federal pela passagem de seus 90 anos, comemorados ontem, 8. O assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Reginaldo Lima, representou a CNBB na sessão de homenagem, solicitada por requerimento do senador João Faustino (PSDB-RN).

O senador disse que o cardeal foi seu símbolo de luta na juventude, um exemplo de líder e modelo de sacerdote e recordou as aulas de matemática que gravava nas escolas radiofônicas criadas pelo cardeal. “Graças a dom Eugênio, quantas e quantas pessoas descobriram, através das escolas radiofônicas, que não eram escravas de ninguém, que tinham uma vida dada por Deus e que essa vida somente tinha significado quando se via repleta de felicidade e de liberdade”, afirmou.
O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) disse que dom Eugênio é uma das fortes figuras surgidas no seio da Igreja Católica que marcaram a história recente do país.

“Seu reconhecido talento de administrador e de organizador deixou uma marca definitiva na Igreja Católica brasileira e latino-americana. Sua força espiritual animou e anima ainda todos aqueles que se dedicam à missão pastoral própria da Igreja. Sua visão social está na direta linha dos princípios consagrados pelo Concílio Vaticano II. Sua moderação e equilíbrio tiveram um papel fundamental num momento especialmente delicado da vida nacional, contribuindo decisivamente para a paz e para a conciliação que superam as dificuldades e curam as feridas”, assinalou.

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) disse que dom Eugênio viveu para a glória do Senhor e faz de sua vida um testemunho de fé, solidariedade, compreensão e opção pelo Evangelho. Gurgacz ressaltou a iniciativa do então bispo de Natal na criação do "Movimento de Natal", que teve repercussão internacional, e da Campanha da Fraternidade.

“Foi na cidade de Nísia Floresta que surgiu o embrião da Campanha da Fraternidade. Caminhadas a pé, de casa em casa, de rua em rua, de povoado em povoado, assim foi no início: semanas da fraternidade. Eram doados ovos, galinhas, hortaliças, frutas e o resultado comercializado num feira cuja renda tinha como finalidade a compra de colchões, redes, dentre outras coisas, para as famílias pobres espalhadas em 13 comunidades ligadas ao município”, recordou.

O senador Marco Maciel (DEM-PE) ressaltou a capacidade empreendedora do religioso, fama alcançada na década de 1970, quando assumiu a Arquidiocese do Rio de Janeiro e mandou construir um prédio de dez andares no fundo do Palácio São Joaquim. O prédio reunia os serviços da Igreja espalhados pela cidade.

“Também criou dezenas de pastorais, entre elas a Pastoral Penal, a das Favelas e a do Menor. Sem contar que também foi graças à ele que pela primeira vez moradores de favela tiveram seu direito à casa garantido judicialmente”, acentuou.
Fonte: Agência Senado

Emoção marca a celebração dos 90 anos do cardeal dom Eugênio Sales

Uma missa na catedral do Rio de Janeiro reuniu, no sábado, 6, mais de 5 mil fiéis, além de seis cardeais, 28 bispos e 150 padres, para comemorar os 90 anos do cardeal dom Eugênio Sales. A cerimônia foi presidida pelo arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, que saudou o aniversariante ressaltando seu trabalho de 30 anos à frente da arquidiocese carioca.

“Hoje, com o espírito vigoroso, Vossa Eminência é ícone e sinal de referência na trajetória eclesial. Esta Arquidiocese que Vossa Eminência ama está hoje aqui, para, unidos, agradecermos e pedirmos a Deus por todos os dons concedidos nos abençoados 90 anos”, disse Dom Orani.

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou a importância do cardeal para a Igreja no Brasil. “A Igreja no Brasil deve muito a Dom Eugenio desde os tempos do Rio Grande do Norte com suas iniciativas no chamado Movimento de Natal, com destaque para a Campanha da Fraternidade, que imprimiu um novo impulso pastoral naquela Arquidiocese, depois se espalhando para todo o Brasil”, disse o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha.

Já o secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa, lembrou a atuação de dom Eugênio nos tempos da ditadura na defesa dos direitos humanos. “Dom Eugênio foi uma pessoa de extrema importância no processo de redemocratização do país, trabalhando de uma maneira muito própria. Além disso, foi um grande líder no Rio de Janeiro. Ele é um dom de Deus para nós”, disse dom Dimas.

O bispo auxiliar emérito do Rio de Janeiro, dom Karl Josef Romer, proferiu a homilia e recordou a atuação cardeal como arcebispo do Rio de Janeiro.

“A preocupação permanente com a formação do clero foi uma das marcas de Dom Eugenio, que renovou o Seminário de São José, incentivando as vocações, ordenando muitos presbíteros, dando uma assistência especial aos padres de sua Arquidiocese”, frisou.

O cardeal se emocionou com a homenagem que lhe prestou a cantora Elba Ramalho ao interpretar “Asa Branca”, uma das músicas preferidas de dom Eugenio. Ele ficou tocado também com a mensagem enviada pelo papa Bento XVI.

“É com muita alegria que lhe apresento as minhas cordiais felicitações, unindo-me ao povo da Arquidiocese do Rio de Janeiro – da qual por três décadas foi zeloso pastor. Fiel ao seu lema episcopal, soube gastar-se inteiramente por aqueles que Deus lhe havia confiado”, escreveu o papa.

“Eu perguntei a mim mesmo como é que eu poderia agradecer. Encontrei a resposta. Agradecimento, na língua da Bíblia se diz eucaristia. Cristo é nossa eucaristia, nossa mais bela e mais profunda gratidão diante de Deus Pai e entre nós”, disse, emocionado, o cardeal ao agradecer as homenagens.
Fonte: CNBB/Arquidiocese do Rio

BRASIL TEM UMA NOVA BEATA: MADRE BÁRBARA MAIX

Mais de 15 mil fiéis lotaram o ginásio Gigantinho, no sábado, 6, em Porto Alegre (RS), para a cerimônia de beatificação de Madre Bárbara Maix. A missa foi de apresentações artísticas e de dança que representaram a trajetória de Bárbara Maix, desde sua infância até o momento de sua morte, realizada por crianças e jovens, alunos de escolas católicas, e participantes de projetos sociais ligados a Congregação do Imaculado Coração de Maria, fundada pela agora beata.

No início da missa, o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, fez a leitura da Carta Apostólica, comunicando a beatificação de Madre Bárbara Maix. A cerimônia foi presidida pelo arcebispo de Porto Alegre, dom Dadeus Grings, e não pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, dom Angelo Amato, que não pode vir por motivo de saúde. Dom Angelo enviou a homilia que foi lida por dom Dadeus. Segundo dom Amato, a Madre Maix, apesar de sua origem vianense, "tornou-se praticamente brasileira com os brasileiros".

"Sua figura não desapareceu na névoa do esquecimento, porque ela falou a língua evangélica da caridade, uma língua compreendida por todos, grandes e pequenos, cultos e ignorantes. É uma língua universal que atravessa os séculos", disse dom Amato.

O milagre descrito para a beatificação da Madre foi a cura do menino Onorino Ecker. Queimado por brasas em 1944, ele foi hospitalizado com queimaduras de terceiro grau e ficou em estado de choque. Segundo o relato, após um médico dizer que "somente um milagre" o salvaria, iniciou-se uma novena pela intercessão de Bárbara Maix. A criança se recuperou e deixou o hospital curada em 25 de julho. Atualmente com 69 anos, Onorino esteve presente à cerimônia de beatificação.

Saudação do papa
O papa Bento XVI, durante o Ângelus deste domingo, 7, em Barcelona (Espanha), recordou a cerimônia de beatificação da Madre no Brasil.
“Ontem [sábado], em Porto Alegre, Brasil, foi realizada a cerimônia de beatificação da Serva de Deus Maria Bárbara da Santíssima Trindade, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Que a fé profunda e a ardente caridade com que ela seguiu Cristo suscitem em muitos o desejo de entregar por completo sua vida à maior glória de Deus e ao serviço generoso dos irmãos, especialmente dos mais pobres e necessitados”, disse o papa.

Dom Lorenzo Baldisseri
Antes da missa de beatificação, o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, atendeu à imprensa, juntamente como arcebispo de Porto Alegre, dom Dadeus Grings. Segundo dom Lorenzo, “Bárbara Maix mostra à Igreja do Brasil que a santidade é possível”. Dom Dadeus, por sua vez, salientou a importância do acontecimento dentro do ano do centenário da Arquidiocese de Porto Alegre. Para a postuladora da Causa junto a Santa Sé, irmã Gentila Richetti, , o compromisso para a Congregação, após a beatificação, “é dar continuidade e levar adiante as obras deixadas por Madre Bárbara”.

História
Bárbara Maix nasceu em Viena, na Áustria, em 1818, mas a perseguição às ordens religiosas, movida pela revolução de 1848, fez com que ela e outras 21 companheiras fossem expulsas do país. Em maio de 1849, já no Brasil, a religiosa fundou a congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro, atuando nas áreas da educação e saúde dos órfãos, crianças e mulheres pobres.

A Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria está presente no Brasil e em mais oito países: Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Venezuela, Moçambique, Bolívia, Itália e Haiti.

Madre Bárbara Maix viveu 14 anos na capital gaúcha e retornou ao Rio de Janeiro, onde morreu no dia 17 de março de 1873, aos 54 anos. Seus restos mortais estão depositados na Capela São Rafael, em Porto Alegre.
Fonte: CNBB

sábado, 6 de novembro de 2010

PARA VISITARÁ ESPANHA: UMA OBRA IMENSA. ACOMPANHE OS NUMEROS

Quase 5 mil centros assistenciais, mais de 5.500 escolas e mais de 15 mil missionários: estes são os números da Igreja na Espanha, país que receberá o Papa amanhã, com abertura e expectativa.

Segundo o censo 2010 do Instituto Nacional de Estatística, a Espanha tem 46,9 milhões de habitantes. Destes, 92,5% são católicos. Do ponto de vista subjetivo, o Centro de Pesquisas Sociológicas informa que 72,7% dos espanhóis se consideram católicos.

As instituições eclesiais realizam uma ação caritativa e social imensa. A Igreja na Espanha tem 4.459 centros assistenciais, nos quais se atende um total de 2.764.719 pessoas.

Em concreto, há 93 hospitais, 72 ambulatórios, 788 asilos, 435 orfanatos, 301 consultores familiares e centros para a proteção da vida e mais de 3 mil centros especiais de educação ou reinserção social de propriedade da Igreja ou dirigidos por eclesiásticos ou religiosos.

No âmbito educativo, a Igreja trabalha na Espanha com 1.738 escolas infantis e de Ensino Fundamental, 3.694 escolas de Ensino Médio e 153 escolas de ensino superior e universidades. Um total de 1.370.151 alunos estuda em centros católicos.

Em termos gerais, em 2008, a Igreja economizou ao Estado, com suas atividades sociais, educativas e caritativas, 30 bilhões de euros, segundo a Conferência Episcopal Espanhola.

O número de novos batizados aumentou para 314.719, em 2009; as primeiras comunhões foram 244.489; e os casamentos religiosos, 91.386.

A geografia eclesiástica espanhola está composta por 14 províncias eclesiásticas, divididas em 69 dioceses. Conta com 22.674 paróquias, segundo o departamento de estatística da secretaria de Estado do Vaticano.

Neste momento, exercem seu ministério na Espanha: 2 cardeais, 14 arcebispos, 48 bispos residentes e 10 bispos auxiliares. Com relação aos eméritos, há 4 cardeais, 6 arcebispos, 25 bispos e 2 bispos auxiliares.

Ao mesmo tempo, em 2010, realizaram seu trabalho pastoral fora da Espanha 109 bispos espanhóis, distribuídos em mais de 30 países.

Os missionários espanhóis aumentaram para mais de 15 mil, dos quais 2.500 são religiosos, 9 mil, religiosas e mais de 2 mil, religiosos não ordenados.

A eles é preciso acrescentar 842 sacerdotes diocesanos, dos quais 355 trabalham na América Latina. Além disso, mais de 1.500 leigos espanhóis decidiram dedicar sua vida às missões em diversos lugares do mundo.

Atualmente, o país conta com 16.859 sacerdotes diocesanos e 7.990 sacerdotes religiosos. Há 1 sacerdote para cada 1.709 católicos.

Na Espanha, vivem 326 diáconos permanentes, 3.946 religiosos não sacerdotes e 50.653 religiosas professas.

Com relação às vocações ao sacerdócio, há 1.943 seminaristas maiores e 1.963 seminaristas menores, o que representa 4,27 seminaristas maiores para cada 100 mil habitantes.

Fonte: zenit.org/portuguese

Papa pede compromisso com pastoral vocacional da vida consagrada

Bento XVI fez um apelo nesta sexta-feira, ao receber um grupo de bispos brasileiros, para que os prelados, o clero e os católicos promovam a pastoral vocacional da vida consagrada.

O pontífice dedicou a esse tema o discurso que dirigiu aos bispos do Regional Sul 2 (Estado do Paraná) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a quem recebeu no Palácio Apostólico Vaticano, por ocasião da visita ad Limina Apostolorum.

“Perante a diminuição dos membros em muitos Institutos e o seu envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo, muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens”, afirmou o pontífice.

Segundo o Papa, “as várias Famílias religiosas desde a vida monástica até às congregações religiosas e sociedades de vida apostólica, desde os institutos seculares até às novas formas de consagração tiveram a sua origem na história, mas a vida consagrada como tal teve origem com o próprio Senhor que escolheu para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente”.

“Por isso a vida consagrada nunca poderá faltar nem morrer na Igreja: foi querida pelo próprio Jesus como parcela irremovível da sua Igreja.”

Então Bento XVI fez um “apelo ao compromisso geral na pastoral vocacional: se a vida consagrada é um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também a pastoral que visa promover as vocações à vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos”.

Especificidade
O Papa advertiu que quando se reflete sobre a especificidade das comunidades religiosas e sua relação com a Igreja particular, deve estar “longe tanto a ideia de isolamento e de independência”, como “a da sua prática absorção no âmbito da Igreja particular”.

“Como a comunidade religiosa não pode agir independentemente ou como alternativa ou, menos ainda, contra as diretrizes e a pastoral da Igreja particular, assim a Igreja particular não pode dispor a seu bel-prazer, segundo as suas necessidades, da comunidade religiosa ou de alguns dos seus membros”, disse, citando o documento Vida fraterna em comunidade, n. 60.

Formação
Ao falar do processo de renovação dos Institutos de vida consagrada, o pontífice afirmou que isso depende sobretudo da formação dos membros.

“De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida inteira para permear toda a pessoa e torná-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade.”

Segundo Bento XVI, assim entendida, “a formação já não é apenas um tempo pedagógico de preparação para os votos, mas representa um modo teológico de pensar a própria vida consagrada, que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma participação na ação do Pai que, através do Espírito plasma no coração os sentimentos do Filho”.

Saudação
Na parte final de seu discurso, o Papa enviou às comunidades de consagrados e consagradas, “independentemente do serviço claustral ou apostólico que estão desempenhando”, sua “viva gratidão”.

O Santo Padre disse que se recorda de “todos e todas” nas suas orações, “lembrando em especial os idosos e doentes, quantos atravessam momentos de crise e de solidão, quem sofre e se sente confuso e também os jovens e as jovens que hoje batem à porta das suas Casas e pedem para se entregar a Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho”.
Fonte: zenit.org/portuguese